sexta-feira, 6 de abril de 2012

NPPL Championship Paintball 2009



02/09/2011

Analise: NPPL Championship Paintball 2009



- Enredo: Como o próprio nome indica, não é nada mais que um jogo de Paintball, então, um jogo de esporte não tem um enredo real, você cria seu personagem, adentra em uma equipe, vai ganhando reputação, participa de torneios, compra equipamentos melhores e etc. Um enredo simples e suficiente para o estilo.  Os jogadores podem melhorar suas habilidades em sua carreira, começando como iniciante ate um profissional

- Jogabilidade: A jogabilidade deste jogo é boa, só não é uma das sete maravilhas do mundo. Se tratando de FPS, não há muito o que discutir, você atira, troca munição, se abaixa, rasteja, se esconde e se inclina para obter a maior parte possível de seu corpo escondida dos adversários. Há jogos básicos na liga profissional de Paintball, como "Eliminação" ou "Capture a Bandeira", mas também há o "Paintball de rua", que é jogado em espaços urbanos, se escondendo atrás de latões e etc. Há mais de 135 equipes profissionais nesse jogo, todas com jogadores reais.

- Gráficos: As cores desse jogo são simplesmente maravilhosas, pra quem gosta de ver cenários coloridos é bem satisfatório. As vezes se observam alguns frames errados e os inimigos as vezes podem passar alguns membros atravessando o corpo dos outros, desafiando as leis da física, essa é uma questão que poderia ser mudada. Analisando a questão gráfica em geral, os cenários são fielmente copiados aos reais e muito bem elaborados e os detalhes de iluminação e curvas são incríveis. Gráficos considerados normais para a grande época dos consoles atuais.


- Som: A questão sonora do jogo é regular. Tem uma setlist voltada para o Punk Rock, e os sons in-game não tem nada de anormal, tinta espirrando, caras gritando com a equipe, barulhos de passos e tiros.


- Video / Gameplay

Naruto Shippuden - Ultimate Ninja 4




Desde que chegou ao Brasil, Naruto transformou-se (como era de esperar) num exito. Enquanto a Sic Radical continua a exibir a primeira série, no Japão, a segunda série de Naruto, Naruto Shippuden, já passou o centésimo episódio. Não é então de estranhar que após 3 jogos lançados para a PS2 de Naruto Ultimate Ninja, sobre a primeira série, que um novo título da saga Ultimate Ninja fosse lançado, baseado na primeira temporada de Shippuden.

Depois de um fantástico Naruto: Ultimate Ninja Storm no PS3, a Cyber Connect 2 e a Bandai Namco lançam Naruto Shippuden: Ultimate Ninja 4 para a PS2 . Este novo membro da saga c ntinua a focar-se no jogo de luta em 2D, que segue, neste caso, os acontecimentos não narrados entre a série principal, e os primeiros episódios de Shippuden, que incluem o ataque à Sand Village, e a luta contra Sasori e Deidara dos Akatuski.

O jogo divide-se em 3 modos principais, Master Mode, Hero Mode e Free Battle. Para além das outras tradicionais opções como ver items desbloqueados e VS.

- O Master Mode é o principal modo deste Ultimate Ninja 4, neste modo seguimos a início Naruto durante o seu treino com Jiraya e após o arranque de Shippuden.

- O Hero Mode, permite desbloquear várias missões e combates que em maior parte dos casos retratam situações vistas na primeira série.

- O Free Battle permite seleccionar uma personagem de forma livre, e jogar sem história ou outras condicionantes.


Infelizmente Naruto Shippuden: Ultimate Ninja 4, começa a sofrer uma crise de idade. O motor gráfico e de jogo mostra já algum desgaste e falta de inovação, e nem o Master Mode consegue romper a estagnação com uma mistura entre plataformas, aventura e um estranho e mal construído tipo de combate em áreas 3D, onde inimigos genéricos atravessam o caminho do herói apenas para ser agredidos sem dar grande resposta.

O estilo de combate continua idêntico e mesmo com novas personagens, volta a não mostrar inovação, sendo mais do mesmo. Os cenários de luta dividem-se em dois planos que podemos alterar a nosso gosto com zonas superiores e objectos que quando partidos libertam items. Para fazer uma personagem atacar basta dar uso repetido ao Círculo, ao X para saltar e recorrer a outras combinações de botões para usar o Chakra acumulado de forma a realizar um ataque devastador. Estes ataques recorrem ao pressionar de botões no menor espaço de tempo para aplicar mais força, ou no caso de defesa evita-lo ou levar menos dano.

Quanto à apresentação, os gráficos estão dentro da média do PS2 embora não se destaquem, por outro lado a arte usada é a da série, o que lhe dá um ambiente único. As músicas não são as mesmas ouvidas em Shippuden mas são bastante agradáveis, outro ponto positivo passa pela possibilidade de escolha entre vozes em Inglês e as originais em Japonês.

Em termos de longevidade, Ultimate Ninja 4, continua ter centenas de objectos e conteúdos para desbloquear, tais como, músicas, figuras, vídeos entre outros. Os modos principais são competentes e conferem alguma longevidade, embora continue a não existir modo Online.


Naruto Shippuden: Ultimate Ninja 4 é um jogo especialmente feito para os fãs de Naruto, e uma boa forma de saberem o que o Shippuden vai trazer. No entanto como jogo em geral, este novo Ultimate Ninja é apenas uma aposta competente que perde não só pelo desgaste criado pela idade do motor de jogo, como torna-se ultrapassado quando comparado com Naruto: Ultimate Ninja Storm na PS3.

Nota Final: 7,5

Analise retirada e parcialmente modificada com inclusões de novos resumos do site português: ez.mygames.pt


**Obs: O quinto jogo da série naruto, chamado, Naruto Shippuden: Ultimate Ninja 5 já esta disponivel no mercado. 

** Postagem atualizada.














Medal of Honor: Frontline



Em Frontline Lt. Jimmy Patterson tem o objetivo de capturar um protótipo chamado Horten Ho 229. O Ho IX , como é referido no jogo, foi o primeiro avião de guerra a ser impulsionado por um motor a jato, com um desenho de asas completamente diferente do que se tinha na época, o modelo poderia atingir altas velocidades, superando qual quer outro avião da época. Barão Rudolph Von Ulbricht Sturmgeist é o comandante da unidade em que o Ho IX está sendo projetado e fabricado, o lugar e fortemente protegido.Vários outros informantes e soldados desempenham um papel em várias missões, Jimmy Patterson deve passar por todos para encontrar o caminho do HO IX. Porem uma guerra fervorosa o separa de seu objetivo, e devemos passar por todas as missões e conquistar as melhores medalhas.





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O inicio do jogo é bastante conturbado e bem cinematográfico, as barcas levando os soldados estão chegando perto da praia e o exercito inimigo fortemente armado deixa poucos soldados vivos em meio a água. Quando Jimmy é derrubado do pequeno barco, podemos ver um belo efeito de agua embora seja simples mesmo para os padrões da época. Da para notar as balas dentro d´agua atingindo os saldados e outros guerreiros seguindo em frente no fundo do mar.  
O gráfico das armas ainda é simples, tem texturas básicas e sem muitos reflexos deixando os equipamentos quase foscos. Já os cenários receberam um acabamento cinematográfico, existem deste banquers sendo atacados por dirigíveis e aviões a cidades com casas pela metade, ou uma mansão cheia de símbolos nazistas e cheia de relógios e esconderijos.
Ao atirar contra os vidros podemos notar que vão quebrando dependendo da distancia, deixando a mostra o interno dos prédios, pois anteriormente as janelas e portas sempre foram desenhadas. As faces dos personagem deram um salto de realismo, agora podemos notar o movimento dos olhos e da boca. No geral não podemos esperar muito em gráficos, mas sim em enredo. Durante o jogo não existem CGs apenas filmes da época, são filmes de que retratam bem a guerra. 

Image 3

O que pode mais chamar atenção do jogador é o clima de guerra conturbado durante todo o jogo, a forma com que os inimigos são colocados nos cenários não nos deixa tão perdidos, sempre a formas de se esconder. Os cenários como já dito são muito bem trabalhados, são simples e fácil de se esconder. O sistema de missões é bem simples, são geralmente bem longas mas podemos salvar durante a missão, separando-a em varias sub-missões.
No game não uma grande variedade de armas, são metralhadoras, shotguns, pistols, bazookas e alguns tipos de granada, todas armas que estavam presentes na Segunda Guerra. Existem também as Machine Guns, são armas presas ao chão que trazem munição infinita, sempre vão estar do lado do inimigo por isso dificilmente as usaremos nos combates.   
A jogabilidade é parte mais bem trabalha, a precisam da mira aumentou muito, agora podemos dar tiros mais precisos sem sambar muito com a mira. 
O painel do jogo nos mostra uma bússola que não serve para basicamente nada apenas para nos orientar nas direções em relação ao norte. Envolta dela existe um "barra" de sangue, e dentro da bússola podemos ver de onde vem os tiros, assim podemos saber de onde estão os inimigos, bem inovador pra época. Também como em todo FPS podemos ver o numero de munição que ainda resta para cada arma. Algo que embora seja bem simples mas cativante são os objetivos que temos de realizar para passar de missão. Quanto mais objetivos completos melhores medalhas podemos conseguir.  

Image 7

A parte de áudio também chama a atenção, na época os jogos de 32 bits mal tinham sons 3D, isso foi acrescentado no Frontline. O som das balas batendo nas paredes são muito realistas e cinematográficos. O que chama atenção são as musicas de fundo, são geralmente musicas clássicas que contrastam-se com os alarmes que avisam os ataques, dando um clima bélico dão do um tom de terror ao jogo.

A AI dos personagens como em todos os jogos do gênero foi bem feita. Chegam enganar quando meio que fingem que estão pra morrer mas depois voltam atirando em você.

Para concluir essa analise podemos disser que esse game é um clássico, pois podemos disser que mudou o cenário dos FPSs dando um ar de realismo para época. O game se não for mais involvente FPS de ps2 é com certeza um dos mais.  

Prós 

- CGs com filmes reais;
- Cenários muito cativantes;
- O tamanho das missões ;
- A jogabilidade; 
- Objetivos durante missões bem elaborados
- Efeitos sonoros.

Contras 

- Os gráficos durante o jogo estão fracos mesmo pra época;
- Sem um modo multiplayer ;
- O final é decepcionate.
Notas:


Diversão: 10
Jogabilidade: 10
Gráficos: 8.5
AI: 9.0
Áudio: 9.5

Nota Final: 9.4

Mercenaries 2 - World in Flames







Mercenaries foi lançado em 2005 e foi considerado inovador por ser um jogo OpenWorld tendo como cenário um país em pleno golpe de governo. Com a promessa de fazer ainda melhor inovando o game em muitos aspectos, Mercenaries 2 foi anunciado e infelizmente no console eterno ele não cumpre se quer metade do prometido.



Jamais deixe de pagar um Mercenário
Mercenaries 2 tem a jogabilidade idêntica ao primeiro, o jogador escolhe entre 3 personagens diferentes e joga em um mapa gigantesco onde pode fazer suas missões livremente, sendo elas secundárias ou primarias. O game se inicia quando o jogador vai para a Venezuela cumprir um contrato de resgate em uma ilha muito bem guardada por militares e veículos blindados, nada é um grande problema até o termino da missão que serve de tutorial. Porém Solano, o homem que te contratou, resolve se livrar de você antes de pagar e você foge sem ter opção, mas Solano jamais deveria ter deixado de pagar um mercenário.



Em busca de vingança você vai atrás de Solano, porém o mesmo já se escondeu em algum lugar da Venezuela, para obter informação de seu paradeiro você começa a fazer pequenos contratos para a empresa de petróleo do país e uma aliança rebelde, isso antes da metade do jogo que é quando realmente o circo pega fogo e eu não vou estragar a surpresa. Para continuar suas missões pelo país em busca de Solano você monta um quartel general e contrata mais três mercenários para lhe ajudar: um piloto de helicóptero, para entregar ao jogador veículos e caixas com armamentos e munição; um piloto de jato, para fazer ataques aéreos às bases inimigas; e uma mecânica, que fica responsável pelo melhoramento dos veículos, esqueci de dizer, os melhoramentos só estão disponíveis nas outras versões do game.

Os brinquedos venezuelanos
Ao fazer as missões o jogador ganha mais dinheiro e mais combustível, o combustível é para abastecer o jato e o helicóptero, mas e o dinheiro? Sobreviver em um país desses e ter de fazer missões arriscadas gera muitos custos, você precisa de munição, de veículos e de apoio aéreo, tudo isso pode ser comprado com alguns vendedores, porém antes de se liberar qualquer tipo de item é necessário fazer uma missão para esses vendedores. Muitas vezes o objetivo é capturar ou roubar um veiculo que irá ser liberado ou que carrega bombas ou armamento que será desbloqueado para compra, apôs comprar ele fica disponível em uma lista e basta você pedir que seja entregue, deixe-me explicar, o armamento pode ser entregue a qualquer momento pelo piloto do helicóptero em qualquer lugar que você esteja; as bombas serão jogadas aonde você indicar e os veículos podem ser entregues da mesma forma que o armamento ou podem ser pegos direto na garagem do quartel general.



A jogabilidade é como em um FPS, um analógico movimenta a mira e outro movimenta o personagem enquanto R1 serve para atirar e o restante dos botões tem funções como saltar, dar coronhada e entrar e sair dos veículos, tudo funciona muito bem e os comando não poderiam ser mais intuitivos. Os tiroteios são frenéticos e o jogador tem de tomar decisões rápidas como entrar com tudo em uma base militar venezuelana, ou antes, de entrar fazer uma limpa usando um ataque aéreo devastador, os inimigos não possuem uma inteligência artificial muito boa e tudo que sabem fazer é atirar contra o jogador, estando você sem munição ou dentro de um tanque de guerra ele simplesmente ficam com o dedo no gatilho o tempo todo, porém devido ao grande número de inimigos e a quantidade de blindados a disposição deles tudo pode ser mais difícil do que você pensa.

As inovações prometidas e as cumpridas
Mercenaries era famoso por ter seus cenários quase que completamente destrutíveis, porém era impossível não se perguntar como uma bomba derruba um quarteirão, mas não derruba uma simples árvore, foi então anunciado que todas as árvores de Mercenaries 2 poderiam vir ao chão com apenas alguns tiros, dito e feito, porém não na versão de PS2, aqui você continuará vendo coqueiros de pé apôs a explosão de uma bomba nuclear. Por falar em bomba nuclear, ela foi muito mostrada nos trailers do game e parecia uma maravilha poder derrubar quase uma cidade inteira com um único comando, porém na versão de PS2 você só pode usá-la uma única vez e em um local pré determinado.


 A equipe de produção prometeu que iria por novos veículos a disposição do jogador, até mesmo veículos aquáticos, porém com exceção dos inúmeros (4 ou 5) veículos aquáticos e um único helicóptero todo o resto não passa dos antigos veículos do primeiro game com uma nova mão de tinta virtual. Uma das poucas coisas prometidas e cumpridas foi à capacidade do jogador de nadar, diferente do antecessor agora você pode percorrer todas as águas que cercam a Venezuela a bordo de veículos ou a nado.


 Outra mudança muito importante, mas que não foi feita na versão de PS2 foi à inclusão de um modo para dois jogadores simultâneos em tela dividida, não haveria nada mais divertido que destruir um país inteiro com um amigo do lado. Além dessas mudanças e da forma de adquirir os armamentos e etc. o jogador pode voltar a caçar os Militares escondidos pelo mapa, porém dessa vez não é necessário fazer missão alguma para saber suas localizações, todas as informações estão disponíveis em seu PDA e basta você querer capturá-los vivos ou mortos para conseguir.

Parte técnica
As músicas do game são muito bem compostas e assim como as do anterior são orquestradas, só que dessa vez com um toque latino, todas as músicas estão de parabéns desde o menu até os créditos. O som das armas e das bombas são muito bons transmitindo ao jogador a sensação de estarem verdadeiramente em um cenário de caos urbano, os veículos não ficam atrás e foram muito bem representador sonoramente. Os gráficos não mudaram em absolutamente nada em relação ao primeiro e por ter se passado tanto tempo de lá pra cá era de se esperar que ficasse melhor, porém isso não é um grande problema já que os gráficos eram bons na época e ainda não chagam a ser ruins.


Conclusão
Mercenaries fez muito bonito alguns anos atrás e seu sucessor prometia inovar tudo e levar a destruição a um novo conceito, porém boa parte das inovações prometidas ficaram restritas aos consoles de nova geração e nosso eterno PS2 ficou com uma versão remodelada do primeiro game, mesmo assim quem gostou do primeiro não terá o porquê de não gostar desse e ao mesmo tempo não verá mudanças muito profundas no game em si e sim na história, já os que não jogaram o primeiro basta escolher entre uma Coréia completamente destruída ou um país tropical, o resto é quase a mesma coisa.




Pontos positivos:
- A editoria ficou melhor que a do primeiro e empolga o jogador apôs alguns acontecimentos.
- A parte sonora do game é muito bem feita e quem jogar fará bom uso do Home Theater.
- A diversão proporcionada pela destruição e pelos tiroteios deixará o jogador preso por horas na frente da TV.

Pontos negativos:
- A falta de mudanças prometidas.
- A reciclagem dos veículos e armas do antigo game.
- A IA que desde o primeiro é muito ruim.

Notas:
-Gráficos: 8
-Parte sonora: 10
-Jogabilidade: 10
-Diversão: 9
-História: 9
-Replay: 9

Lara Croft's Tomb Raider Anniversary


04/10/2011

Análise: Lara Croft's Tomb Raider Anniversary






Tomb Raider nasceu em 1996, portanto, em 2007 a série completou 11 anos. Estranho lançar uma edição comemorativa de 11 anos, mas explica-se porque Anniversary teve vários atrasos, então estava, ao menos, PLANEJADO pra ser lançado no décimo ano da franquia. Deixa quieto. Tomb Raider nasceu da vontade de fazer um jogo de ação e exploração, ao estilo de Indiana Jones, com chicotes e tudo o mais, porém em 3D, que era algo novo na época. Na verdade, o conceito original do personagem estava tão próximo do Indiana, que tiveram que bolar algum jeito de não parecer plágio. Daí o criador teve uma idéia genial: "Ei, se é pra ver a bunda de alguém durante várias horas, eu prefiro que seja de uma mulher bonita!". E assim nascia Lara Croft.: Tomb Raider foi considerado inovador na época, pois era um jogo de tiro, mas você via a pessoa que estava atirando. Se não foi o, foi um dos primeiros jogos de tiro em terceira pessoa. Ou assim ele era comercializado. A verdade é que a ação é mero coadjuvante em qualquer jogo Tomb Raider (qualquer jogo BOM de Tomb Raider), a verdadeira graça do jogo está na exploração, na aventura, na resolução de enigmas...você passa horas sem dar um único tirinho, e quando dá, é por um brevíssimo momento. E não sente falta nenhuma. Anniversary é mais um remake de Tomb Raider Legend do que do Tomb Raider original (tanto que no Xbox 360, Anninversary foi vendido na Xbox Live como expansão de Legend). Foi usada a mesma engine para gráficos, para jogabilidade, enfim, pra tudo. Só maquiaram com a roupagem e a história do original. Mas, e daí? Os gráficos e a jogabilidade são EXCELENTES e eu quero é mais!
Gráficos é a mudança mais óbvia entre Anniversary e o Tomb Raider original, e agora temos uma Lara Croft menos quadrada e cenários ainda mais lindos e mais amplos. O que impressiona é o detalhismo: Lara muda as expressões faciais quando anda agachada, quando é ferida, quando nada, quando está pendurada em beiradas...E quando você sai da água, a roupa e os cabelos de Lara estão molhados, sua pele está reluzente e os pingos d'água caem no chão de seu corpo. O jeito que sua trança se move conforme você se movimenta...enfim, é algo lindo de se ver. Os cenários, então, são mais magníficos ainda: vastos, enormes, imensos! Cada detalhe é possível de se ver ao longe, ou chegar mais perto pra ver melhor. As folhas das árvores, as rochas, cada tijolinho das construções antigas...Tudo isso sem ser atrapalhado por nenhum loading sequer, correndo numa fluidez absurda. Por causa desse grande detalhismo, demora um tempo pra você pegar o "espírito" do jogo, pois você pensa será que aquela fenda na parede é escalável, ou é só parte decorativa do cenário? E acredite: tudo é interativo.

Quando terminar de babar, você pode sair pra explorar. Tem quatro grandes fases neste jogo: Peru, Egito, Grécia e Atlântida, exatamente como no original. O impressionante é que quando você muda de país é a única vez que o cenário "pula" de um lugar pra outro. Dentro das fases, é tudo interligado, mantendo um ritmo constante. A história permanece 99% inalterada do jogo original, e fala sobre a busca de Lara pelo artefato chamado Scion. Não posso dizer exatamente porquê ela está procurando isso porque eu não prestei atenção. Essa é a *mágica* do jogo: a história não é nem um pouco importante. Tem cenas de animação normalmente só quando você vai de um país pra outro; enquanto você está dentro de um cenário, é jogo puro, sem interrupções. Como eu disse antes, a exploração se destaca mais do que qualquer outra coisa no jogo, e você se sente atraído por explorar, por subir mais alto, por resolver enigmas. Mesmo nalgumas cenas, o ritmo não pára: uma das formas que o século 21 recebeu Lara Croft foi apresentando o conceito de cenas interativas, exatamente igual a Resident Evil 4. Durante o video, o jogo te pedirá para apertar determinado botão em determinados momentos, e caso falhe, é Game Over, não deixando você abaixar o controle um segundo sequer! Outro fator moderno introduzido na jogabilidade foi o gancho, diretamente tirado de Tomb Raider Legend. Ele serve pra se pendurar e para puxar coisas longe de você. Muitos quebra-cabeças do jogo exigem o uso do gancho, então não pense que será um jogo fácil só porque você decorou os quebra-cabeças do jogo original. Porém, ao mesmo tempo que o gancho acrescenta melhorias à jogabilidade, trás consigo defeitos. Em determinados momentos, haverá lugares nas paredes para prender o gancho e você correr pela parede pendurado (sim, Prince of Persia total). Com isso, você pode realizar o "wall jump", que é um movimento onde Lara dá um pulo em 90° na direção oposta à parede. O problema é que a medida que você vai de um lado pro outro da parede, a câmera te acompanha e muda de posição constantemente. Portanto, o jogo sempre muda a noção de "oposto" conforme você anda pela parede, e você vai falhar fatalmente algumas vezes antes de obter êxito em pular. E eu quero dizer NAQUELE SALTO EM ESPECÍFICO, quando você for fazer outro wall jump, vai ter que se adaptar todo de novo.
Não, Wall Jump não é nada disso.

Esse tipo de ação acrobática sempre foi mais importante do que a ação de combates em Tomb Raider, e Anniversary amplia isso, mesclando a ação acrobática com os combates! Vamos falar sobre esses combates: você começa com as duas pistolinhas icônicas da Lara com munição infinita, e ganha mais a Shotgun (escopeta) no decorrer da história. Ainda tem mais duas armas que você acha na base da exploração (e estão bem escondidas, então é melhor procurar direito!). Essas outras armas tem munição limitada, mas a munição é abundante, então não há muito problema. Enquanto atira, você pode usar das artes malabares de Lara pra esquivar dos ataques dos inimigos, mas esse sistema também foi atualizado e melhorado: quando o combate se intensifica, o inimigo faz uma investida especial contra você e a tela ficará embaçada. Nesse momento, o jogo entra em câmera lenta e você deve se esquivar e atirar na hora certa para desferir um "headshot" no inimigo. É um sistema de batalha muito emocionante, e é EXTREMAMENTE necessário nas batalhas contra os chefes. Batalhas essas, aliás, muito originais, contra chefes muito inspirados.


E, claro, falta a parte mais importante do jogo: os quebra-cabeças! Mas, não dá pra falar deles em separado, porque a sua beleza é que eles se mesclam ao cenário de tal forma que fica impossível não se maravilhar. Acionar quatro alavancas é o quebra-cabeça, ou CHEGAR onde elas estão que é? Eu preciso fazer a água subir pra poder alcançar aos altares onde estão escondidos os botões que abrem passagem pra as salas onde está o mecanismo de acionamento para a porta que me leva ao quebra-cabeça que me dará um pedaço do Scion, ou tudo isso foi um enorme quebra-cabeça? Afinal, devo avaliar as ruínas de cada país como cenários com quebra-cabeças, ou será que TUDO é um enorme enigma cuja resposta é uma só? E a pergunta mais importante: ONDE ESTÁ A MALDITA TERCEIRA ENGRENAGEM??? Diacho, até os CHEFES entram nessa confusão, pois, matar um dos chefes é o único jeito pra você conseguir um caminho para avançar lugares avançados da fase! (não, não tive um momento "Master of The Obvious ", no sentido que você deve batalhar com o chefe pra seguir caminho...o chefe, em si, É o caminho!)

O Aniversário da Incursora de Tumbas de Lara Croft prova que quem já foi rainha, nunca perde a majestade. Tomb Raider começou, o 2 ampliou, o 3 começou a capengar, Angel of Darkness foi o fundo do poço, Legend se arriscou com cara e coragem, e Anniversary vem pra fixar Tomb Raider pra sempre no rol dos bons jogos de videogame e Lara Croft como um dos ícones da cultura popular moderna. A fórmula atemporal da franquia conseguiu o que parecia impossível: atualizou-se e melhorou. Sonic, está anotando?

NOTA: 9,0

Vale a pena?
Aventura e exploração da melhor qualidade, e de brinde tem belos gráficos e uma gostosa com uma automática em cada mão.

Não vale a pena?
A praticamente ausência de combates, e a grande dedicação que os quebra-cabeças exigem podem afastar alguns...